
É estranho como logo eu que dizia nunca entregar - me à alguém, deparar-me então assim, totalmente presa, totalmente dependente de um único ser […]. Como explicar a meu coração que devo partir, se a minha vontade é apenas permanecer exatamente onde estou? Como fechar-me em um mundo só meu, impedindo qualquer aproximação ou qualquer detalhe que faça-me dependente nata de você, você e apenas você? Quem dera eu se tivesse esse poder de saber exatamente o que fazer, quando fazer e o melhor de tudo, se devo realmente fazer. É algo que mesmo que pareça impossível, encontro-me em uma busca incessante por um um “jeitinho” de esquivar-me desses sentimentos. “Não, eu não preciso dele” ou “é apenas mais um idiota”. Porém meu coração não é tolo assim para ser passado para trás, ele sabe que sim, eu não só quero você, como preciso incansavelmente aqui, ao meu lado, e que por mais reais que minhas palavras possam parecer, você não chega nem ao menos perto de ser “apenas mais um idiota”, e sim “o meu idiota” […]. Reluto-me dia após dia dizendo a mim mesma que tudo não passará de apenas uma “paixãozinha” tola como outra qualquer, mas no mesmo instante deparo-me pensando nos beijos carregados de sentimentos, acompanhados de olhares tímidos e aparentemente apaixonados. Então como fugir de tudo isso? Como literalmente tampar o sol com a peneira e não entregar-me totalmente? Apenas um pouco de mim? Não, isso não seria possível. Pois você tem de mim o que quer, suga qualquer gotícula de sentimento que eu possa ter […]. A verdade é que sempre fui assim, resguardada demais, e não sei ao certo dizer se serei apenas mais uma, como tantas outras foram. Tenho medos que cegam-me inteiramente, sem saber o caminho a seguir, sem saber se devo acreditar que podemos fazer diferente ou se devo apenas arrancar o mal pela raiz, tirando de mim, qualquer sentimento que um dia você fez surgir. O difícil é que conforme o tempo passa, mais te vejo assim, dentro de mim. (poeta-ilusória) (en-fraquecidos)








