
É fácil, não é? Digo, é fácil me esquecer da forma que você me esqueceu. Para mim parece que sim, pois à apenas um tempo atrás, eu ouvia claramente você dizer que me amava, e hoje me esqueceu de tal forma que, quando passo por você na rua, você nem ao menos se lembra de mim, passamos como dois desconhecidos que se encontram na rua, como outro qualquer. Pensei que entre nós poderia ter dado certo, que seríamos como um daqueles casais felizes e românticos, mas… Eu estive errada de novo […]. E o que eu vou fazer com o vazio que permanece aqui dentro? Você sempre disse que se importava, mas começo a duvidar de tudo o que foi dito. Na verdade, eu não me recordo de uma palavra se quer que possa ter sido verdadeira, vindo de você. Quão inocente eu pude ser ao ponto de não perceber que suas promessas não passavam apenas de palavras quaisquer, ditas apenas no calor do momento, mas esquecidas assim que a chama fosse apagada […]. Eu estava ali, prontamente disposta a ser o fogo se preciso fosse, mas você friamente preferiu ser a água, e acabar com qualquer possibilidade que tínhamos de dar certo. Mas como poderia dar certo? Como poderia reproduzir algum fruto se as raízes já estavam totalmente podres? Não para mim, é claro. Mas para você estava mais do que evidente que não passava de uma “paixonite” qualquer, dessas que se tem todos os dias. Mas para mim não, era amor, era paixão, era amizade, era entrega, era sentimento […]. Como poder explicar à mim, à meu coração que bate milhares de vezes pedindo por você, que você não viria? Simples. Apenas fingir que não preciso de você, que não preciso do seu amor todos os dias para sobreviver, que sua falta trará melhoras na minha vida, que vou ser feliz sem você […]. Quando na verdade, o que eu mais queria, era ter você aqui, comigo. (poeta-ilusória) and (unbroke-n).
originally en-fraquecidos-deactivated20120 · via poeta-ilusoria








