É fácil, não é? Digo, é fácil me esquecer da forma que você me esqueceu. Para mim parece que sim, pois à apenas um tempo atrás, eu ouvia claramente você dizer que me amava, e hoje me esqueceu de tal forma que, quando passo por você na rua, você nem ao menos se lembra de mim, passamos como dois desconhecidos que se encontram na rua, como outro qualquer. Pensei que entre nós poderia ter dado certo, que seríamos como um daqueles casais felizes e românticos, mas… Eu estive errada de novo […]. E o que eu vou fazer com o vazio que permanece aqui dentro? Você sempre disse que se importava, mas começo a duvidar de tudo o que foi dito. Na verdade, eu não me recordo de uma palavra se quer que possa ter sido verdadeira, vindo de você. Quão inocente eu pude ser ao ponto de não perceber que suas promessas não passavam apenas de palavras quaisquer, ditas apenas no calor do momento, mas esquecidas assim que a chama fosse apagada […]. Eu estava ali, prontamente disposta a ser o fogo se preciso fosse, mas você friamente preferiu ser a água, e acabar com qualquer possibilidade que tínhamos de dar certo. Mas como poderia dar certo? Como poderia reproduzir algum fruto se as raízes já estavam totalmente podres? Não para mim, é claro. Mas para você estava mais do que evidente que não passava de uma “paixonite” qualquer, dessas que se tem todos os dias. Mas para mim não, era amor, era paixão, era amizade, era entrega, era sentimento […]. Como poder explicar à mim, à meu coração que bate milhares de vezes pedindo por você, que você não viria? Simples. Apenas fingir que não preciso de você, que não preciso do seu amor todos os dias para sobreviver, que sua falta trará melhoras na minha vida, que vou ser feliz sem você […]. Quando na verdade, o que eu mais queria, era ter você aqui, comigo. (poeta-ilusória) and (unbroke-n).


poeta-ilusoria:

Solitária. Essa era a palavra que a definia. Em gênero, número e grau. Era a única palavra que não a abandonou todo esse tempo, a única e verdadeira, que permaneceu todo esse tempo ao seu lado […]. Ela sentia-se cada vez mais diferente das pessoas que à cercavam, sentia-se como um bicho de sete cabeças, fora de seu mundo natural, fora de sua vida real. Era como se cada palavra que a dissessem não fizesse parte de seu dicionário, ou que cada pessoa que andasse ao seu lado não pertencesse a sua espécie. Assim que ela realmente sentia-se, solitária […]. Conforme o tempo passava, a certeza de que esse mundo não a pertencia só aumentava e junto com ela, seu desespero. Um desespero incessante. Por quê logo ela? Por quê logo ela teria sido a escolhida para a solidão? Para o sofrimento? As vibrações conspiravam à sua derrota? Ou porque ela realmente não merecia atenção de uma alma se quer? Talvez por esse motivo a sua melhor escolha a ser feita seria não se aproximar de ninguém, e o mais importante de tudo, não precisar de ninguém. Por que precisaria? Para depois ser deixada aos ventos, sofrendo mais uma vez? E sozinha novamente. Somente sua dor e de mais ninguém […]. Talvez todos à julguem por ser assim, sempre sozinha, mas a verdade é que ninguém nunca soube que seu maior desejo era transformar essa solidão em alguém. Alguém que a fizesse enxergar que seu lugar era ao seu lado, seus mundos eram os mesmos, e que seu amor pertencia somente a ela e a mais ninguém. E que por mais diferente que ela pudesse se sentir perante as pessoas, ele estaria ali, para encaixá-la onde preciso fosse, para transformar toda essa angustia em amor. Estaria ali, se preciso fosse […]. Mas a solidão é egoísta demais para deixar algo se aproximar, ela a capta inteiramente, e leva consigo todas as chances de algum dia sentir-se exatamente no lugar em que deveria estar. (poeta-ilusória)


poeta-ilusoria:

Sinta-se livre para sofrer, o pior seria fingir a felicidade…ou não? Tenho para mim que não. Prefiro resguardar-me de sentimentos expostos, prefiro fechar-me em um mundo somente meu, em que ninguém precise saber o real motivo de minhas tristezas. Para que expô-las? Para que deixar-me inteiramente aberta como um livro inútil e entediante? Leriam apenas algumas páginas dela e jogariam em uma prateleira qualquer, como se nada fosse, ou até então fingiriam entender-me quando na verdade teriam apenas um sentimento de dó, pelo meu incessante sofrimento. Prefiro florescer em meu rosto o mais belo dos sorrisos e agir como se nada estivesse acontecido. Continuar vivendo, continuar sorrindo, continuar indo […]. Sem melancolia demais, sem entregar-me a esse desastre que encontro-me. Para que servir como exemplo a não ser seguido? Para que ser conhecia como uma “coitada” qualquer? Prefiro ser assim, ou melhor, fingir ser assim, do que demonstrar a todos o que realmente sou. Durona demais, fechada demais, fria demais. Ser impenetrável, um coração de pedra […]. E assim sou, perante todos, mas somente para eles. Um alguém que qualquer um daria tudo para ser. Mas o que não sabem é que na verdade, peço dia pós dia para sentir um pouco menos, não precisar viver essa falsa felicidade, e quem sabe assim passar a tê-la. É tudo o que eu mais quero. (poeta-ilusória)





poeta-ilusoria:

Conforme o tempo passa, menos consigo acreditar em promessas. Talvez porque tenham virado clichês demais, ou até porque a vida me ensinou da pior maneira possível o quão mal elas podem fazer. Só não consigo entender o porque das pessoas insistirem incansavelmente de prometer coisas das quais não pretendem cumprir[…]. Talvez por esse motivo eu tenha me fechado tanto, talvez por esse motivo eu resguardo-me cada vez mais de futuros relacionamentos. Não culpo a vida, não culpo à eles. Culpo somente a mim, e mais ninguém. À mim, por não enxergar falsas promessas à minha frente, por acreditar que alguém ou algo possa fazer diferente[…]. E não, eu não sou a exceção que não sofrerá de desilusão, e muito menos encontrarei alguém que fará o mesmo por mim. Sim, irei me decepcionar, sofrer, desfazer-me talvez, só espero que isso não tire de mim a vontade de acreditar de novo. (poeta-ilusória)


poeta-ilusoria:

Chega um dia em que todo mundo cansa. E esse dia chegou para mim […]. Cansei das mesmices que já não me sustentam mais. Da mesma rotina, das mesmas pessoas, dos mesmos assuntos. É tudo muito igual, tudo muito sem sal, e coisas iguais já não me atraem mais. Quisera eu, poder ter em minhas mãos a decisão do que bem quero para a minha vida. Se bem que posso, porém não posso tomar as decisões alheias, portanto não está em minhas mãos decidir se as pessoas irão ou não aceitar meu jeito, e muito menos fazer as mesmas gostarem de mim do jeito que sou. Pudera eu ter esse poder[…]. Eu não precisaria ser daquelas que todos querem estar à volta, mas apenas que fizesse diferença na vida de alguma pessoa, uma única pessoa, para mim já seria o bastante, mas como isso é difícil, como é […]. Queria apenas que todos os dias antes de dormir, estivesse nas preces de alguém, nem que seja por um segundo se quer, isso já confortaria-me, é como sentir-se amada, insubstituível para alguém. Mas não, não tenho esse poder em minhas mãos, e nunca terei […] É demais então, pedir que alguém não vá embora? Já estou farta de inúmeros “adeus” quando o que eu mais queria era que ficassem, estou farta de meias palavras, de meias promessas, de meios sentimentos. Tudo assim pela metade não completa-me, quero algo intenso, algo inteiro, algo real. É demais pedir? Mas não, não está em minhas mãos, e nunca estará […]. Ás vezes, pergunto-me quando é que minha vida realmente começará, começar mesmo, sem armadilhas. Quero sentimento, quero calor, quero adrenalina, quero viver. Será que é pedir demais? Se dissessem-me o que era preciso ser feito, eu faria. Sem pensar uma vez se quer, iria de ponta em mais uma busca frustrada, mas iria. Mas não, não está em minhas mãos […]. Não, não estou pedindo demais, estou? Apenas quero começar a ser a personagem principal da minha história, da qual empacou-se apenas no “índice”, como em um livro ruim, que apenas começa-se a ler, mas não tem-se interesse se quer em continuar. Apenas vejo o tempo passar, e tudo continuar no seu exato lugar, sem mudanças, sem emoções […]. Será que é pedir demais querer ser feliz? (poeta-ilusória)



É fácil, não é? Digo, é fácil me esquecer da forma que você me esqueceu. Para mim parece que sim, pois à apenas um tempo atrás, eu ouvia claramente você dizer que me amava, e hoje me esqueceu de tal forma que, quando passo por você na rua, você nem ao menos se lembra de mim, passamos como dois desconhecidos que se encontram na rua, como outro qualquer. Pensei que entre nós poderia ter dado certo, que seríamos como um daqueles casais felizes e românticos, mas… Eu estive errada de novo […]. E o que eu vou fazer com o vazio que permanece aqui dentro? Você sempre disse que se importava, mas começo a duvidar de tudo o que foi dito. Na verdade, eu não me recordo de uma palavra se quer que possa ter sido verdadeira, vindo de você. Quão inocente eu pude ser ao ponto de não perceber que suas promessas não passavam apenas de palavras quaisquer, ditas apenas no calor do momento, mas esquecidas assim que a chama fosse apagada […]. Eu estava ali, prontamente disposta a ser o fogo se preciso fosse, mas você friamente preferiu ser a água, e acabar com qualquer possibilidade que tínhamos de dar certo. Mas como poderia dar certo? Como poderia reproduzir algum fruto se as raízes já estavam totalmente podres? Não para mim, é claro. Mas para você estava mais do que evidente que não passava de uma “paixonite” qualquer, dessas que se tem todos os dias. Mas para mim não, era amor, era paixão, era amizade, era entrega, era sentimento […]. Como poder explicar à mim, à meu coração que bate milhares de vezes pedindo por você, que você não viria? Simples. Apenas fingir que não preciso de você, que não preciso do seu amor todos os dias para sobreviver, que sua falta trará melhoras na minha vida, que vou ser feliz sem você […]. Quando na verdade, o que eu mais queria, era ter você aqui, comigo. (poeta-ilusória) and (unbroke-n).


poeta-ilusoria:

Sinta-se livre para sofrer, o pior seria fingir a felicidade…ou não? Tenho para mim que não. Prefiro resguardar-me de sentimentos expostos, prefiro fechar-me em um mundo somente meu, em que ninguém precise saber o real motivo de minhas tristezas. Para que expô-las? Para que deixar-me inteiramente aberta como um livro inútil e entediante? Leriam apenas algumas páginas dela e jogariam em uma prateleira qualquer, como se nada fosse, ou até então fingiriam entender-me quando na verdade teriam apenas um sentimento de dó, pelo meu incessante sofrimento. Prefiro florescer em meu rosto o mais belo dos sorrisos e agir como se nada estivesse acontecido. Continuar vivendo, continuar sorrindo, continuar indo […]. Sem melancolia demais, sem entregar-me a esse desastre que encontro-me. Para que servir como exemplo a não ser seguido? Para que ser conhecia como uma “coitada” qualquer? Prefiro ser assim, ou melhor, fingir ser assim, do que demonstrar a todos o que realmente sou. Durona demais, fechada demais, fria demais. Ser impenetrável, um coração de pedra […]. E assim sou, perante todos, mas somente para eles. Um alguém que qualquer um daria tudo para ser. Mas o que não sabem é que na verdade, peço dia pós dia para sentir um pouco menos, não precisar viver essa falsa felicidade, e quem sabe assim passar a tê-la. É tudo o que eu mais quero. (poeta-ilusória)